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    Cupins

    Os cupins ocorrem nas áreas tropicais e temperadas do mundo, entre os paralelos 52o N e 45o S.Reúnem-se todos na Ordem Isoptera (do grego, isos = igual, ptera = asas, pois os alados apresentam dois pares de asas quase iguais).

    A Ordem Isoptera tem mais de 2000 espécies descritas. Excluídos os fósseis, estão representados nas Américas por cerca de 90 gêneros em 5 famílias, com cerca de 640 espécies. Registram-se no Brasil cerca de 290 espécies em 67 géneros. Este número de espécies é seguramente subestimado, pois há muitas espécies novas para descrever e outras, já descritas, provavelmente serão assinaladas no nosso meio. Os cupins são mundialmente conhecidos por térmites (do latim, termes = verme).

    O nome cupim é de origem Tupi e, portanto, genuinamente brasileiro. Cupins são insetos sociais, assim, há completa interdependência entre os indivíduos. As comunidades possuem indivíduos de diferentes morfologias (castas) , adaptadas ao trabalho que desempenham.

    As colônias de cupins apresentam, basicamente, três castas de indivíduos: alados, soldados e operários.Em uma colônia saudável, também encontra-se ovos e jovens.Soldados e operários são designados castas negras, por serem estéreis.Porém diferentemente das abelhas e formigas (cujas castas não reprodutoras são compostas exclusivamente por fêmeas), soldados e operários de cupins preservam o sexo genético, bem como resquícios do aparelho genital e das gônadas, correspondentes ao respectivos sexos.Assim, na língua portuguesa é incorreto falar em “operárias” de cupins para designar uma casta composta por fêmeas e machos.

    As comunidades de cupins vivem em ninhos.O conjunto comunidade e ninho,constitui a colônia.O ninho varia enormemente em complexidade arquitetural, dependendo da espécie considerada.Pode ser representado por simples conjunto de túneis difusos pelo solo e sem padrão arquitetônico bem definido, até uma construção muito elaborada, de padrão bem definido e de grande beleza plástica.Alguns ninhos podem atingir grande dimensões, seja em altura, seja em diâmetro.Os ninhos preservam as condições micro climáticas (especialmente temperatura e umidade) adequadas à vida saudável de todos os indivíduos.Além de moradia, o ninho provê segurança contra os inimigos e contra as adversidades do meio ambiente.Nele se abriga todos os indivíduos que não estão envolvidos em atividade externa de forrageamento (procura e coleta de alimentos), os reprodutores e os imaturos em várias fases de desenvolvimento.

    A alimentação dos cupins é constituída basicamente de materiais de origem vegetal.Entretanto cupins urbanos podem atacar materiais de natureza bastante diversa com: gesso, plástico , couros, tijolos, argamassa, mantas impermeabilizantes etc.

    Os cupins desempenham papéis ecológicos fundamentais nos ecossistemas naturais.São importantíssimos na reciclagem dos nutrientes acumulados nos tecidos vegetais.Atual na aeração e drenagem do solo, bem como transportam os nutrientes entre os perfis. Participam ativamente no processo de gênese de alguns tipos de solo.Mantém, também, complexas relações ecológicas (competição, simbiose,  predação, parasitismo, comensalismo, etc) com diversas espécies de organismos.

    CUPINS SUBTERRÂNEOS


    Coptotermes gestroi

    Algumas espécies exóticas e confinadas no ambiente urbano causam irreparáveis prejuízos ao homem:

    Coptotermes gestroi, popularmente denominado cupim subterrâneo, é uma espécie que possui hábitos extremamente agressivos, atacando o madeirame estrutural e peças de madeira que estão em contato direto com a alvenaria. Suas colônias são numerosas, possuindo centenas de milhares de indivíduos e geralmente constrói seus ninhos em locais inacessíveis ou, pode-se dizer, imperceptíveis à visão e até mesmo ao entendimento humano.

    CUPINS DE MADEIRA SECA

    Cryptotermes brevis 

    Cryptotermes brevis, ou mais conhecidos como cupins de madeira seca, também possuem um grande potencial de destruição. Suas colonias são pouco numerosas, formada por algumas centenas de indivíduos.Usualmente, constroem os ninhos na própria peça de madeira que infestam.A concentração de vários ninhos numa mesma peça pode resultar em destruição total da estrutura.

    São comumente encontrados em mobiliários antigos, livros, tecidos, quadros, obras de arte e qualquer estrutura de constituição celulósica.

    OUTRAS ESPÉCIES
    Heterotermes assu – Cupim Subterrâneo 

    Heterotermes assu, também conhecidos como cupins subterrâneos pela semelhança comportamental com o grupo dos Coptotermes, mas diferenciam-se por serem menos agressivos no processo destrutivo.

    Nasutitermes spp

    Nasutitermes spp ou denominados popularmente cupins arbóreos, representados por espécies nativas e exóticas. Muito pouco se conhece sobre a bioecologia deste grupo nos  ambientes urbanos, onde já estão se manifestando com muitos registros de danos à edificações, principalmente quando localizadas perto de florestas ou de áreas sombreadas.Constroem galerias ou túneis bem visíveis, que se destacam nas superfícies por apresentar uma coloração bem escura. Geralmente permitem a visualização de seus ninhos que possuem grandes dimensões e situam-se em postes, cercas, árvores e vãos estruturais.

    BROCAS DE MADEIRA
    Xilófagos, coleópteros

    As brocas de madeira são pequenos besouros que se alimentam de madeira. Embora elas vivam relativamente pouco tempo (algumas espécies só vivem 24 horas na forma adulta) , elas depositam seus ovos em frestas existentes na madeira ou podem fazer elas mesmas os locais de oviposição (depende da espécie). As larvas do insetos eclodirão dos ovos e poderão formar galerias por toda a madeira até se tornarem adultos, quando então sairão da madeira infestada para novamente ovipositar em outros locais. Observe que quando o adulto emerge, formando um furo característico na madeira, já não resta mais nada a não ser o estrago causado na madeira.Mesmo assim é interessante proceder ao tratamento para imunizar a madeira naquele ponto.

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