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    A força “oculta” dos cupins

    Das 52 árvores que caíram no Recife neste ano, pelo menos a metade foi vítima da ação do inseto. Leia a matéria completa. Leia a matéria completa.

    Com a chegada do inverno no Recife, 52 árvores tombaram só neste ano. Mas, além da força das chuvas, a presença de cupins e outras pragas causou a queda em pelo menos metade dos casos, segundo a prefeitura. De acordo com especialistas, para que uma espécie de porte médio caia seria necessária a ação deste tipo de inseto por pelo menos cinco anos, o que revela um problema de fiscalização das condições físicas das quase 300 mil árvores no município. A preocupação é ainda maior se considerado que, com o aumento da umidade, os cupins encontram as condições ideais para sua reprodução, ameaçando não apenas a madeira de áreas externas, mas coberturas e mobiliários de qualquer residência.

    Para o pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco Marco Aurelio Paes de Oliveira, há um grande grau de omissão por parte do poder público para controlar a questão. Alem de haver um crescente desmatamento.

    Curiosidades

    • A rainha da maior espécie pernambucana, a Syntermes. chega ao tamanho de 20 cm
    • A espécie que mais se reproduz é a africana Belícositermes beculoses, que chega a por 80 mil ovos por dia

    Não há um modelo eficiente de diagnóstico da presença desses bichos antes que ocorram problemas. “Da mesma forma que há podas sistemáticas, deveria haver uma avaliacào de riscos causados por cupins e a retirada imediata dos animais. Uma árvore média, por exemplo, sob o ataque de uma colônia média, não cairia antes de cinco anos”, afirma.
    Durante o período de chuvas, o solo fica mais frágil e a madeira, molhada, se torna mais atraente para os cupins. Ê o cenário ideal para as “revoadas”. “É nessa época que os cupins reprodutores, os únicos que têm asas, saem das colônias para formar novas sociedades”. explica Oliwira. Segundo o gerente de praças e áreas verdes da prefeitura do Recife, Renato Vercoza, não há um trabalho preventivo na capital. Temos 300 mil ár-vores no município e uma equipe insuficiente para fazer esse tipo de inspeção sistematicamente”, resume. O combate aos aipins, no entanto, é realizado de forma corretiva, dependendo, em boa parte dos casos, da iniciativa da própria população. “A prefeitura só é responsável pelas árvores em áreas externas. As que são cultivadas dentro de condomínios, por exemplo, são de sua responsabilidade, fazemos inspeções justamente nas unidades cuja população denunciou problemas pelo telefone 156 ou via oficio”, explica.

    Após as solicitações, não há limite tecnológico para identificar o problema. Técnicos da Emlurb fazem uso de recursos diversos, desde os mais simples como o conjunto broca e furadeira, que revela os insetos até sistemas semelhantes a raios x, como o Arbosonic, que identifica lesões mesmo no interior do vegetal. Os recursos são importantes considerando que a espécie mais comum do Recife, a Nasutitermes comiger, é subterrânea e de difícil identificação, mas algumas características podem facilitar as denúncias da população. “Há o amadurecimento precoce das folhas e flores, bem como seu envelhecimento acelerado, amarelamento. Também há sinais de lesões nas árvores e queda de folhas e galhos, indicativos de problemas de saúde do vegetal”, ensina Verçoza.

    “O problema é que um trabalho preventivo sairia muito caro, então opta-se pelo curativo, que, às vezes, demora demais para acontecer”, Marco Aurélio Paes de Oliveira, pesquisador da UFRPE.

    Operário
    Tempo para desenvolvimento de larva a inseto: 70 dias
    Tamanho: 4,5 mm
    Expectativa de vida: 10 meses

    • Procura o alimento e repara o ninho
    • Principal importância eá de alimentar toda a colônia. Todas as demais castas dependem deles.

    Soldado
    Tempo para desenvolvimento de larva a inseto: 80 dias
    Tamanho: 3,75 mm
    Expectativa de vida: 8 meses

    • Defende a colônia e protege as trilhas e túneis
    • Principal defesa é uma substância tóxica que lança do alto de sua cabeça

    Reprodutores
    Tempo para desenvolvimento de larva a inseto: 30 a 60 dias
    Tamanho: 9 mm
    Expectativa de vida: 3 anos

    Saiba mais – árvores que caíram:

    • 2009 – 163
    • 2010 – 151
    • 2011 – 262
    • 2012 – 52 (de janeiro a junho)

     

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